2 de abril de 2017

Metamorfogo

Toque singelo me risca a tez e faz fagulha
O juízo me censura se meu âmago clama
Inflama meu íntimo, d'onde o sangue lateja
Dos pés às têmporas em fervura
Ardo

Combustão me repele, me impele e me debulha
Em delírio mergulha e aviva a flama
Descama minha pele, me rasga o couro
Revela minha verdade com brandura
Fardo

Nas formas do que é onírico, uma mão de ternura
Já não sei se a lonjura é aventura ou drama
Holograma do eu lírico em transformação
Guardo a chama em ruptura
Tardo

E já não sou brasa a queimar
Sou som, sou cinzas, sou ar

Sou água a suar
A escoar
A eva p o r   a    r   .      .              .






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